Enfim, os refrescos. Vim tirar férias em Portugal, numa viagem nada planejada. No fim, decidimos vir pra Ilha da Madeira pela promessa de ainda encontrar calor nas águas do Atlântico em pleno outubro. Estou escrevendo, inclusive, sentada de frente pra um belo mar brilhante enquanto algumas pessoas fazem snorkel na costa, numa cena bastante bela.
Pra quem nunca veio pra esses lados, a Ilha consiste em basicamente um vulcão que esfriou no meio do mar. Os portugueses que colonizaram aqui plantaram uma quantidade suspeita de bananeiras, e um guia explicou que em um mesmo momento a ilha pode ter 27 microclimas, então a previsão vira uma doideira absoluta. Na encosta tem praia e calor de 30 graus, e ao mesmo tempo pode estar 8 graus no topo de uma montanha cheia de neblina. Pra se organizar, o mais confiável é acessar uma das webcams da região e simplesmente OLHAR como está e DEDUZIR.
Férias é esse período engraçado em que, de repente, temos tempo pra pensar em coisas e criar novas conexões nos neurônios. E nossa, como eu tenho pensado esses dias. Voltei até a sonhar, tô dormindo um sono tão pesado que redescobri a importância das oito horas que os médicos ou consenso geral dizem que faz sentido (e não é que faz?). O ponto é que eu fiquei dois dias olhando pra essas encostas e pensando: “meu irmão, que tipo de pessoa olha pra isso em 1420 e fala que vai largar Portugal pra ficar aqui? Parece improvável.”
O continente tinha cidade formada com porto e bons vinhos. Enquanto isso, essa ilha era só floresta fechada, sem povo pra conquistar ou ouro pra explorar, o que era vamo lá dizer, era tudo que Portugal curtia na época, né? Mas aqui era só mato e pedra vulcânica, meio tedioso, sei lá?
E foi nesse momento que o devaneio virou essa pauta.
Então, o que fez a Madeira funcionar como projeto de colonização foi uma regra sobre quem pode chamar um pedaço de chão de seu. E o ponto é que essa regra, com outro nome e outro planeta, está sendo discutida agora, em 2026, por um bilionário que colocou nos termos de uso de um serviço de internet dizendo que Marte é um planeta livre.
E é essa a viagem que vamos fazer nesse texto, explicando o que uma ilha vazia no século XV explica sobre um planeta vazio em 2026 e os próximos passos da colonização humana nas galáxias. E afinal, o que é o vazio e quem tem direito a dizer que algo é vazio?
Senta que lá vem pedrada.
A ilha era um laboratório
Bom, começando pelo início. A regra que eu citei ali em cima chamava sesmaria, e em 1375, D. Fernando assinou uma lei dizendo que uma terra sem uso podia ser entregue a quem se comprometesse a cultivá-la. Daí que em Portugal continental isso tinha pouquíssimo valor pratico porque a maior parte das áreas boas pra cultivo já tinham donos, mas numa ilha onde ninguém habitava, essa lei virava uma máquina de fabricar proprietários.
E foi assim que rolou. João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegam em Porto Santo em 1418 e na Madeira em 1419. O Infante D. Henrique foi lá e dividiu a ilha em capitanias pra cada capitão-donatário, que por sua vez distribuiu lotes a quem viesse. Dessa forma, o segundo filho de uma família lisbonense que não herdaria nada vê nisso uma oportunidade.
Só tem esse detalhe que uma terra cheia de floresta não tem como ser “plantada”, então eles pensaram “bom, tem que tacar fogo em tudo”, bem basiquinho. A lenda diz que o incêndio durou sete anos, mas esse é só o início porque muita coisa aqui depois teve que ser importada, tipo a cana de açúcar, que veio da Sicilia, e o que eles chamam de levadas (canais de irrigação que cortam a ilha ate hoje), e as trutas pretas que vieram dos EUA pra provar que as águas das levadas eram limpas.
Já a uva Malvasia, que virou o vinho que a ilha vende até hoje, veio de Creta. A banana, que hoje parece parte icônica da paisagem, veio das Canárias, e as pessoas que cortaram a cana vieram acorrentadas da África.
E tem até um desastre ecológico no meio disso tudo, pois é. Bartolomeu Perestrelo, o capitão de Porto Santo (a ilha vizinha), levou na bagagem uma coelha prenha que pariu na viagem. Daí que soltaram os filhotes na ilha do lado pra terem o que caçar porque parecia uma boa ideia, mas sem predador natural, os coelhos comeram tudo e viraram um problema infernal, de forma que uma galera teve que se mudar dessa ilha vizinha pra Madeira, porque simplesmente os coelhos venceram.
Enfim, importação pra lá e pra cá, os Portugueses foram aprendendo. Eis que em 1534, quando Dom João III divide o Brasil em capitanias hereditárias, a gente entende que a Madeira só foi um laboratório pro padrão de colonização que viria depois.
E a ilha continua sendo esse laboratório: a praia da Calheta, de onde eu escrevo, é feita de areia dourada num lugar onde a natureza só fez pedra preta vulcânica. Isso porque a areia veio de barco, de Marrocos, no começo dos anos 2000.
Agora vamos pensar na Terra
Em 2026, a maior parte dos metros quadrados deste planeta tem um dono ou uma disputa em andamento. Se você quer repetir o método de 1420, não sobrou muito lugar pra meter essa, ok? Ok.
Mas eis que temos Marte e outros planetas. Se eu chegar lá primeiro, posso fincar bandeira e dizer que é meu? Pois que já existe regra pra isso: o Tratado do Espaço Exterior de 1967 diz no artigo II que a Lua e os outros corpos celestes não podem ser apropriados por nenhuma nação, nem por reivindicação de soberania, nem por uso ou ocupação.
E o artigo VI diz que cada Estado responde pelo que seus cidadãos e empresas fazem lá em cima, então vamos dizer que hipoteticamente o Elon Musk, enquanto dono de uma empresa americana, só pode fazer em Marte o que os Estados Unidos podem fazer em Marte (ou seja, tecnicamente nada).
Até ai tudo bem, só que em 2020 a SpaceX colocou nos termos de uso da Starlink, uma cláusula dizendo que, para serviços prestados em Marte, as partes reconhecem que o planeta é livre e que nenhum governo da Terra tem autoridade ou soberania sobre atividades marcianas.
Isso é só um termo de uso de wi-fi, mas é também a primeira escritura de posse de um planeta que alguém se deu ao trabalho de redigir. Se você é brasileiro, conhece o gênero da grilagem, onde o papel vem primeiro, depois o chão da posse. A palavra vem da ação de guardar escritura falsa numa gaveta com grilos, pra que os insetos envelhecessem o papel e ele parecesse antigo.
Trazer areia de Marrocos, em escala planetária
Em Marte, é impossível respirar com um pulmão humano. A pressão atmosférica é menos de 1% da terrestre, a média de temperatura fica em torno de 60 graus negativos e o ar é 95% gás carbônico. Então dá pra consertar o planeta antes de morar nele?
E se alguém explodisse Marte? Tipo, uma bomba grande o suficiente pra soltar o que está preso no gelo e fabricar uma atmosfera na marra. Esse tipo de ideia tem nome, terraformação, e tem mais de sessenta anos. O primeiro a propor foi o Carl Sagan, sobre Vênus (ele sugeria semear algas na atmosfera pra comer o CO2; não deu certo nem no papel, mas abriu o assunto). Em 2015, o Elon Musk foi ao programa do Stephen Colbert e disse, com a cara mais tranquila do mundo, que o jeito rápido de esquentar Marte era explodir bombas nucleares nos polos pra derreter o gelo seco e engrossar a atmosfera.
Aí a NASA fez a conta em 2018, calculando que simplesmente não tem gás suficiente pra isso. Mesmo liberando tudo, a pressão chegaria a uma fração pequena da terrestre, e Marte não tem campo magnético, então qualquer atmosfera nova seria lentamente levada pelo vento solar. A bomba do Elon derreteria o gelo e o planeta continuaria inabitável, só que radioativo.
Em 2025, um grupo liderado pela Erika DeBenedictis, da Pioneer Labs, com Edwin Kite, da Universidade de Chicago, publicou na Nature Astronomy um texto chamado “The case for Mars terraforming research”. O argumento é que a última revisão séria do assunto foi em 1991 e que as coisas mudaram desde então. Hoje, a gente modela clima muito melhor, aprendeu a editar micróbios pra viver em lugar hostil, e o custo de mandar carga pra Marte pode cair mil vezes com o Starship. O pedido deles é por pesquisa; Ninguém sabe o que é fisicamente possível, e descobrir isso exige experimentos pequenos nas missões de 2028 ou 2031, tipo esquentar uma região localizada e ver o que acontece. O próprio artigo admite que, se der certo, é um projeto de vários séculos.
Pra resumir, terraformar Marte hoje é impossível, em cem anos talvez seja só muito difícil, e ainda existe muito questionamento se vale a pena sequer pagar pra descobrir. E se você pensa que “a gente está esgotando a Terra, então faz sentido ir”, apenas saiba que consertar o clima da Terra é trivial comparado a dar atmosfera a um planeta sem campo magnético. O deserto mais hostil daqui ainda é mais habitável que o melhor lugar de lá, e criar esse plano B funciona como desculpa pra não cuidar do que deveríamos. Externalizar o problema pra um lugar “vazio” é, aliás, o primeiro truque do manual colonial.
E se já tiver alguém lá?
Afinal, quem pode dizer que Marte não tem ninguém?
Pode parecer absurdo, mas hoje em dia é exatamente esse o debate ético existente, que está em 3 campos.
Campo 1: o planeta está vazio, então só vai e pronto. Na Madeira os portugueses chegaram e não tinha ninguém; nas Américas tinha, e a gente sabe como terminou. Marte seria o cenário Madeira, sem o custo humano e tornar habitável um lugar morto seria criação, uma espécie de jardinagem cósmica. Robert Zubrin, da Mars Society, é a voz mais alta desse campo há trinta anos.
Campo 2: ninguém provou que está vazio, então tem que ver isso aí. Marte teve água líquida e atmosfera densa no passado, e pode ter vida microbiana no subsolo até hoje. Terraformar antes de saber seria apagar a única segunda origem da vida que a gente conhece, por conveniência. O Sagan dizia que, se houver vida em Marte, o planeta pertence aos marcianos, mesmo que os marcianos sejam micróbios. Chris McKay, da NASA, radicalizou dizendo que se existir vida nativa, a obrigação seria terraformar pra ela, ajustando o planeta ao que ela precisa, e não pra nós. Hoje, a proteção planetária do COSPAR regula quão esterilizada uma sonda precisa estar pra pousar, justamente pra não contaminar a resposta antes da pergunta.
Campo 3: não importa se está vazio. Robert Sparrow escreveu em 1999 que terraformar é errado mesmo num planeta morto, afinal a paisagem tem valor por si, e a vontade de remodelar um mundo inteiro à nossa imagem diz mais sobre nós do que sobre Marte.
E tem também uma versão mais recente disso vinda dos estudos indígenas. Deondre Smiles, geógrafo ojibwe, publicou em 2020 um texto chamado “The Settler Logics of (Outer) Space” mostrando que o vocabulário inteiro da exploração espacial (fronteira, terra de ninguém, colonizar, assentamento) é o mesmo que se usou em 1500. Dizer que não é colonialismo porque não tem ninguém lá pra massacrar confunde o meio com o fim.
O que me incomoda nos três campos é que “vazio” sempre foi uma decisão, nunca um dado. A Ilha da Madeira era vazia de gente, mas cheia de floresta, e a floresta queimou por anos em nome de uma colonização. Da mesma forma, a América era “vazia” porque alguém decidiu que os povos que estavam lá não contavam. Por enquanto, Marte é vazio até a primeira sonda que encontrar algo, e depois disso vai ser vazio “o suficiente” pra quem já tiver investido e colocado termos de serviço.
O Brasil nessa história
Você deve estar achando que isso é papo de americano e bilionário, só que o Brasil é o país que mais entende de regra de terra mudando pra favorecer quem chegou primeiro, e já tem assento na mesa marciana.
Em junho de 2021 o Brasil assinou os Acordos Artemis, o conjunto de princípios que os Estados Unidos criaram pra reger a volta à Lua e a exploração de Marte. Inclusive, fomos o primeiro país da América do Sul a entrar nessa. Os Acordos respeitam o Tratado de 1967 no papel, mas introduzem uma coisa chamada “zona de segurança”, uma área em volta de uma operação onde outros países devem evitar interferir. É um perímetro antes de ser propriedade, com alguém dentro e alguém fora, e perímetro é como toda propriedade começa.
O perímetro que importa agora, aliás, fica na Lua. A água congelada está em poucas crateras do polo sul, e Estados Unidos (via Artemis) e China (via sua estação lunar) miram essas regiões. A Ilha da Madeira de 2026 cabe em uns quatro quarteirões lunares.
Somado a isso, tem ainda a base de Alcântara: o Centro de Lançamento, no Maranhão, fica a dois graus do Equador, e isso faz um foguete lançado de lá gastar menos combustível do que de qualquer base americana, porque aproveita melhor a rotação da Terra. Em 2019 o Brasil assinou com os Estados Unidos um acordo de salvaguardas tecnológicas que libera lançamentos de foguetes americanos a partir dali, com uma condição, que é da gente não encostar na tecnologia que chega ali.
A gente entra com o terreno, e o conhecimento que faz um foguete subir fica do outro lado da cerca.
Mas o paralelo mais preciso é a Lei de Terras de 1850. Até ali, o Brasil funcionava na lógica da sesmaria herdada da Madeira: ocupou e plantou, é seu. Em 1850, com o fim do tráfico negreiro no horizonte, a regra muda e passa a ser “terra só é sua por compra de título”. A ocupação, que tinha feito a fortuna dos primeiros, deixa de valer bem na hora em que os imigrantes e libertos poderiam usá-la.
É isso que eu acho que vai acontecer com Marte e outros planetas. O Tratado de 1967 proíbe ocupação enquanto ninguém consegue estar lá, mas no dia em que alguém conseguir, a conversa vai mudar pra “criar zona de segurança”, depois pra “direito de uso contínuo”, depois pra um nome que ainda não existe, e a regra nova vai ser escrita por quem já estiver lá.
Plano A, plano B e quem paga a conta
Até aqui eu tratei plano B só como uma ideia, mas a coisa já virou linha de orçamento e cronograma de empresa.
Em maio de 2025, o Musk disse que a SpaceX trabalhava pra pousar a primeira Starship não tripulada em Marte já no fim de 2026, aproveitando a janela de novembro e dezembro, quando Terra e Marte se alinham. Em fevereiro de 2026, segundo o Wall Street Journal, a SpaceX contou a investidores que ia priorizar a Lua e tentar Marte mais tarde; o Musk falou numa “cidade autocrescente na Lua” e disse que o trabalho numa cidade em Marte começaria em cinco a sete anos.
Em maio de 2025 a Casa Branca mandou pro Congresso uma proposta de orçamento da NASA pra 2026 que cortava quase um quarto da verba total da agência e quase metade da verba de ciência. O Congresso barrou a maior parte dos cortes e devolveu o dinheiro da ciência em janeiro de 2026, mas uma coisa permaneceu cortada: a Mars Sample Return, a missão que traria pra Terra as amostras de solo marciano.
A Perseverance, o jipe-robô que a NASA pousou em Marte em 2021, passou quatro anos coletando pedras e guardando em tubos lacrados. A Europa construiu um orbitador de 491 milhões de euros só pra ir buscar esses tubos, e ele está quase pronto. Em setembro de 2025 a NASA anunciou que uma dessas pedras carrega o sinal mais forte de possível vida antiga já encontrado fora da Terra. Pra confirmar, é necessário trazer as amostras pra cá e abrir num laboratório daqui.
O que eu levo daqui é a palavra “vazio”
“Vazio” é a palavra mais cara do vocabulário de quem quer ocupar alguma coisa, porque ela apaga quem estava antes e dispensa quem chega de pedir licença.
O contrário de vazio, nesse sentido, é olhado. Um lugar vira cheio no instante em que alguém se dá ao trabalho de perguntar o que tem lá antes de decidir o que fazer com ele.
E aqui o texto dá a volta e bate em mim, porque a mesma regra da sesmaria está rodando dentro da gente o tempo inteiro. Pensa na última vez que você ficou cinco minutos sem fazer nada. Esse intervalo tinha um nome, tédio, e era o terreno baldio onde a cabeça fazia o que queria, mas que hoje é tratado como terra devoluta. Você ficou dois segundos sem ocupação? alguém chega com o feed e planta.
O vazio em você é o ativo. O Reed Hastings, quando ainda comandava a Netflix, disse em 2017 que o maior concorrente da empresa era o sono. Em 1971 o economista Herbert Simon já tinha avisado que uma abundância de informação cria uma escassez de atenção, e que atenção seria o recurso disputado. O Tim Wu chamou os donos desse mercado de “mercadores de atenção”, gente que compra sua atenção em atacado e revende pra anunciante no varejo.
A Jenny Odell escreveu um livro inteiro sobre isso, How to Do Nothing, defendendo que não fazer nada é o único terreno onde a atenção se recupera, e o Byung-Chul Han chama de “tédio profundo” o estado de onde saem as ideias que não cabem numa notificação. Ou seja, o que a economia da atenção chama de tempo morto é exatamente a parte de você que ainda não foi colonizada.
As quatro perguntas do vazio
Toda vez que alguém (inclusive você) chamar alguma coisa de vazia e quiser ocupar, passa por estas quatro perguntas, nesta ordem.
1. Quem decidiu que estava vazio? Vazio é sempre um rótulo que alguém colou, e normalmente foi quem tinha interesse em ocupar. A Madeira era vazia pra Coroa assim como Marte é vazio pra quem já tem a Starship. O seu intervalo é vazio pra quem vende anúncio.
2. O que está lá que eu não estou contando? Floresta, micróbio, comunidade quilombola, concorrente que não aparece no relatório, tédio que ia virar ideia.
3. O que vai queimar pra eu ocupar? Às vezes é mata, ou seu sono.
4. Dá pra perguntar antes de plantar? Existe um jeito de descobrir o que tem lá antes de decidir o que fazer com o lugar?
A economia da atenção ocupa o vazio e planta cópia. Precisa ser assim porque isso é a única coisa que escala.
Só que a originalidade cresce no terreno que ninguém plantou. Toda ideia que você teve e que não parecia com nada apareceu num intervalo, e o tédio é o lugar de onde nasce o que ainda não tem nome. Então as quatro perguntas são uma ferramenta de defesa, e o acionável é um ato de posse ao contrário. Escolhe um vazio seu e declara ele não ocupável. É de lá que vai sair a próxima coisa que só você poderia ter feito, e é por isso que todo mundo quer ocupá-lo primeiro.
Os portugueses de 1420 olharam pra ilha e perguntaram o que dava pra plantar nela. Seiscentos anos depois, de frente pro mesmo mar, eu prefiro olhar pro que já estava crescendo ali antes de alguém decidir que não tinha nada.




